ligando partes, e tenho dito.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Saudade


Saudade é coisa de quem ama, é algo que não se explica, mas que todo mundo já sentiu um dia. Saudades de um amigo, de um namorado, de casa, da família, de alguém que já se foi, da infância, de um brinquedo, de um cobertor, de um cheiro, de um sabor, ou de algo que não fabricam mais... isto é, de alguém ou de alguma coisa. "Viver é sentir saudades.", amar também, e ''em última análise, precisamos amar para não adoecer.'' (Freud), logo, é necessário sentir saudades. É preciso sermos saudosos daquilo que consideramos/considerávamos importante, uma vez que, sentindo isso, provamos ser este um sentimento verdadeiro. Nostalgia também é um tipo de saudade, creio que a mais comum, porém relativa. É como o Nietzsche explica: ''As coisas do passado nunca são vistas em sua verdadeira perspectiva ou recebem o seu justo valor, os valores e perspectivas mudam conforme o indivíduo ou a nação que está a olhar para trás''. Também queria entender o que disse Platão com ''A saudade não conhece o esquecimento; ela tem por divisa: sempre''; é complexo, mas generalizador, não sei bem o que era pra ficar subentendido senão que a saudade é nada além de algo constante.
Pois bem, dá pra concluir que, como filósofos, sociólogos, estudiosos da alma humana e diversos outros sábios questionaram sobre esse sentimento, é porque se trata de algo tão prolixo quanto o amor, a vida e a existência humana.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Atitudes inúteis


Existe uma grande diferença entre atitudes que servem para mudar algo e as que são completamente inúteis. Por exemplo, votar, montar uma empresa, criticar seu melhor amigo, fazer vestibular, estudar, comprar comida, são coisas que irão repercutir na sua vida. Já, explicar pra vó como acessar o orkut (salvo as vovós mais moderninhas, to falando da minha), começar regime no domingo, brigar com o namorado por causa d0 cabelo, assistir filmes inéditos a la ''A lagoa azul'', lavar chinelo de dedo, são atitudes que, geralmente, não mudam nada, não trazem mudanças (significativas) pra vida - mas claro, que, sempre, depende do contexto. Enfim, mas com isso eu queria chegar no assunto que, assim como existem atitudes inúteis, também existem os inúteis para ter atitude. Há quem realmente acredite que não precisa fazer exatamente nada pra atingir seus objetivos, mas isso não é o cúmulo da inutilidade, pois, há também, quem não faça nada por medo de parecer ''louco'' perante à sociedade. Não deveríamos nos importar tanto com o que ''os outros'' pensam, e é engraçado como quando estamos com outras pessoas (em relação a quando estamos sozinhos) somos (tendencialmente) diferentes. É como o Nietzsche falou, “A loucura é algo raro em indivíduos – mas em grupos, partidos, povos e épocas é a norma”. Vamos perceber que, para nossas atitudes serem úteis, pro nosso futuro/carreira/vida (!) serem mudados por nós mesmos, temos que ignorar o julgamento de quem (normalmente) nem sequer importa-se se você está vivo (lê-se: a sociedade hipócrita na qual estamos inseridos, bleh). Ok, e esse post também nem é tão útil assim, eu sei.

terça-feira, 28 de abril de 2009

''Sem a música, a vida seria um erro.''


O título é uma frase de Nietzsche. Hoje dedicarei o post àqueles que tem o dom de encantar fazendo uso dessa arte. Música boa arrepia, né? música de verdade (com letra, melodia, coerência, talento..) é uma das melhores coisas a se idolatrar na vida. Houve uma pesquisa, que provou que plantas ''criadas'' ao som de rock e música orquestrada desenvolviam-se melhor do que as que eram expostas à músicas de outros generos (axé, sertanejo, pagode.. enfim), não é ponto de vista ok, é pesquisa de fato, google it. Enfim, creio que faz parte da cultura de cada um e não cabe a mim criticar a opinião de ninguém a respeito de suas preferências musicais. Mas eu, especialmente, considero ídolos caras como Chuck Berry e Elvis Presley (Chuck porque, como sendo o ''pai do rock'', mudou o modo de pensar, se vestir e idealizar a vida de muitas gerações. Elvis por seu talento, por ter incluido diversas técnicas e sons ao gênero musical e por ser o ''rei do rock'', o que acabou tornando o rock and roll mais conhecido por muitos.), e, além disso, eles são também (por que não?) educadores. Uma vez que, a partir do momento que ouvimos a base, aprendemos a gostar do novo, do ''influenciado'' e do contemporâneo. Pois bem, voltando ao assunto principal em pauta, a música é indispensável, até porque ''Temos a arte para não morrer da verdade'' - Nietzsche (de novo). É de costume ter uma lista de músicas em computadores pessoais, mp3 e congêneres (não esquecendo dos bons e velhos cd's, haha). Desse modo, quando ''viciamos'' em algo que dê sentido aos dias, que faça recordar momentos, que nos torne diferentes, que mude o humor, que permita-nos ser mais criativos, que desenvolva neurônios, que melhore a percepção auditiva, que nos ensine inglês(!!!), entre diversos outros benefícios que a música traz, torna-se impossível viver sem ela! E isso é fato.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Banalização do amor




''O 'eu te amo' contemporâneo está cada vez mais sem propósito e perdendo o seu conteúdo. Sentimentos momentâneos e supérfluos mascaram cada vez mais o verdadeiro amor, transformando-o em uma paixão que acaba na próxima semana."
(Uyan B. Tien)

Isso já resume parte do post. É visível a enorme quantidade de ''amores de verão'' e de ''amores de orkut'' que estão por aí. Funciona assim, você conhece uma pessoa, acha ela ''legalzinha'', a partir daquele momento você já a ama eternamente! escreve em tudo quanto é canto que a ama e a leva em muitos eventos (porque se ninguém soubesse (lê-se: amigas e/ou família) não teria graça). E quando acabar, não esqueça de chorar bastante e fingir que se importava. Ok, agora encontre outro ''legalzinho'' e comece tudo denovo. Que hipocrisia!. (Sem ironia agora), concluimos, nessa altura do campeonato, que, realmente, há quem pense que amor é simplesmente coisa pra inglês ver ou pra preencher algum tipo de lista. (Eu acho que) amor de verdade não precisa de demonstrações públicas (exageradas) de afeto. (Penso que) a partir do momento que você é fiel, leal, amigo, preocupa-se e sente muita saudade de alguém, já pode estar amando. Se durar, fizer bem pra você, e te fazer sentir completo, então é verdadeiro - sem querer fazer com que pareça simples ok. Assim, vamos convir que o amor (como sendo um sentimento bonito e essencial para atingir a felicidade) não pode (!!!) ser banalizado. Ah, e parafrasendo comunidades do orkut, o caso é que ''eu te amo'' não é bom dia e ''meu amor'' não é pronome.

domingo, 26 de abril de 2009

Existencialismo


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O existencialismo não é só um movimento filosófico e literário, mas (penso eu que) é parte do nosso cotidiano, uma vez que o vazio que sentimos às vezes nos faz refletir sobre coisas como ''quem somos?'' ''o que fazemos?'' ''para onde vamos?'' ''quem nos move?'' (que me desculpem os bem resolvidos ok). Se já é tão complicado ser bem decidido quanto às escolhas e entendimentos que cabem somente a nós, como é difícil entender o que acontece ao nosso redor, o mundo, a existência humana! Podemos ser o que quisermos, visto que temos autonomia para tomar decisões e livre arbítrio, mesmo assim, por que será que é tão difícil? Há uma frase do Nietzsche que diz ''Torna-te quem tu és.'' E isso pode levar uma vida inteira. Sabemos que não há nenhuma grande ''benção'' do acaso que nos permita nascer sabendo o que queremos e entendermos o que somos. Mas sejamos otimistas quanto a isso, cada um tem seu lugar no mundo, basta encontrar. O mundo está aí, as mais variadas opções também, assim como a liberdade de escolha, afinal ''o homem é condenado a ser livre''.

sábado, 25 de abril de 2009

Empreendedorismo


Meus maiores ídolos empreendedores são Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Google. Vamos combinar que eles chegaram tão longe (ou ainda mais) que qualquer outro bilionário. É incrível como atitudes/idéias podem mudar (não só em âmbito econômico, mas também nos demais) a vida das pessoas. Basta não ter preguiça de evoluir e arriscar com coisas novas.. uma hora acaba dando certo! Encontrar opções como essas pra além de ganhar dinheiro, ter realização profissional/individual é uma ótima opção pra quem quer encontrar um rumo a seguir e sentir-se útil. Trabalho em grupo também é essencial, sozinho ninguém evolui, todo mundo precisa de conselhos e parceiros pra atingir objetivos. Os jovens que, em tese, têm mais ânimo para ir em busca de novos caminhos, e sendo grande parte deles estudantes universitários, estão no topo dos canditados a empreendedores bem-sucedidos. Mas isso não exclui dessa lista os mais velhos, que fique claro. Há uma frase de Nietzsche que diz ''Onde encontro um ser vivo, encontro desejo de poder'', assim sendo, uma vez que estamos inseridos num sistema econômico capitalista, vamos convir que ganhar dinheiro é uma das formas mais rápidas e significativas de adquirir poder (social, familiar e de influência). Não é só isso que importa, claro, a realização pessoal conta muito, além da grande chance de conhecer gente nova, fazer amigos e receber reconhecimento. É isso aí colegas do proletariado, vamos mudar a nossa situação atual (que é viver em contensão de gastos, haha) e investir em carreira!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Falsidade é uma arte




Que fique claro que isso não é ''indireta'' pra ninguém, até porque (hoje) não estou com raiva de nada. É só que eu queria dissertar sobre o quanto acho interessante a capacidade que as pessoas têm de serem falsas. É incrível como ninguém é (completamente) verdadeiro, reparem que, até sua mãe, de vez em quando, é falsa. Seria isso uma virtude ou um enorme defeito que temos? Vamos convir que é conveniente ser dissimulado em algumas situações, mas nem sempre, inclusive tem pessoas que esquecem que estão com o ''modo falso'' ligado e fazem disso estilo de vida! e também é insuportável conversar com alguém que já mentiu tanto sobre tantas coisas que acredita que aquilo é verdade (até mesmo quando você tava lá e sabe que aquilo nunca aconteceu! haha). Mas, olha, pessoas transparentes ao extremo, que só falam a verdade (ou são sinceras demais!) também irritam, porque, poxa, é impossível alguém (comum, que não está num best seller) ser santo ou até perfeito em questão de caráter. Então, eu acho que ser falso, sinceramente, é uma arte. Até porque em entrevistas de emprego, passeios na casa da sogra, palestras interessantíssimas, conversas com amigos/parentes chatos e situações afins, é preciso mostrar-se um artista! E não precisamos de reconhecimento, não assinamos em baixo, mas não vou dizer que não ganhamos dinheiro, haha. Somos artistas natos.